O que aprendemos

  • Resgatamos a observação e o entendimento do sistema produtivo como um todo, a partir da adoção de técnicas agroecológicas

  • Passamos a buscar seu equilíbrio do sistema produtivo, procurando descobrir as causas e não somente atacando sintomas

  • Buscamos sempre a adoção de práticas que visem, em primeiro lugar, o bem-estar animal, pois, criados em ambientes livres de stress estão menos sujeitos a ocorrência de afecções. Ações simples como tratadores calmos e lidando com os animais com carinho e a utilização de música clássica durante as ordenhas resultam, na prática, em aumento de produção e gado sadio

  • O convencimento à adoção de novos paradigmas no sistema produtivo pelos envolvidos diretamente na lida com o gado e com o plantio de alimentos foi uma das maiores dificuldades encontradas desde o início do processo de transição do método tradicional ao agroecológico

  • Apesar de não ser a raça mais adequada para o sistema agroecológico pela baixa rusticidade, optou-se por manter a raça holandesa especializada para produção de leite. Esta decisão tornou-se um desafio, pois aumentou o grau de dificuldade da transição do método tradicional para o método agroecológico, e os custos envolvidos. Por outro lado, permitiu um importante aprendizado e até hoje a nutrição do rebanho é um fator de constante busca de alternativas

  • Hoje os animais são menores, com peso médio de 500 kg, com características de úbere, aprumos e cascos adaptados ao pastejo, associadas a um temperamento tranqüilo, boa produtividade e longevidade. Em função disso os machos, que antes eram descartados, hoje já são procurados para utilização como reprodutores em outras propriedades

  • Concluímos que, de modo geral, o resultado do aprendizado se percebe pelo bem-estar animal, pelo valor nutricional dos alimentos, pela vitalidade dos ecossistemas e pelos laços de amizade com a comunidade vizinha